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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Idoso vai parar na polícia após maltratar cavalo

Animal, que estava com a pata direita machucada, mal conseguia andar, mas mesmo assim era obrigado a arrastar uma carroça


O animal foi encaminhado para o Centro de Controle de Zoonoses

Por Francisco Lourenço
Foto: Valesca Mendonça

Um homem de 72 anos precisou prestar esclarecimentos à polícia após ser acusado de maltratar um cavalo, na manhã desta quarta-feira, dia 10, em Américo Brasiliense. Por volta das 11h a Polícia Militar (PM) foi chamada ao bairro Luis Ometto por que, segundo informações, moradores estavam revoltados com a atitude do aposentado Arnaldo Onofre Sartori, que não respeitava a dor do animal, que sofre há anos com um problema na pata e mal consegue andar.

Mesmo com uma lesão no joelho, que estava bastante inchado, o animal arrastava uma carroça com algumas sucatas dentro, além do idoso em cima. A Polícia Militar localizou dono e animal na rotatória da “Igreja Redonda” e registrou um boletim de ocorrência. Zélia Gracindo, presidente da Associação Ameriliense Protetora dos Animais (AAPA), também esteve no local e encaminhou o cavalo para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município. “O cavalo mal consegue andar, como que ele tem condições de puxar uma carroça?”, indagou Zélia.

Lígia Camargo Guerreiro, veterinária do CCZ, explicou que animal iria receber medicação para conter a dor e ficaria em repouso e observação. O dono do cavalo, no entanto, contou que o animal manca há oito anos por causa de dores numa das patas, mas “quando ele esquenta para de doer.”

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CCZ e PM salvam mais um cavalo na cidade

Animal era mantido em terreno sem água e comida e sob forte sol

Por Alfredo Henrique
Fotos: Alfredo Henrique

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Américo Brasiliense, com apoio da Polícia Militar (PM), apreendeu um cavalo vítima de maus tratos, por volta das 14h desta segunda-feira, dia 31, em um terreno baldio, no bairro Luiz Ometto. O proprietário do animal, identificado somente como Aparecido, teria assinado um acordo, há quinze dias, no qual assume a responsabilidade de cuidar adequadamente do cavalo – o que não aconteceu.

FLAGRANTE - Cavalo era mantido sem água ou comida em terreno

A Gazeta de Américo esteve no terreno e constatou que o cavalo é deixado sozinho, sem água ou comida e mantido amarrado a uma corda, que impede que ele caminhe livremente pelo local. Além disso, cerca de 90 % do terreno é coberto por braquiária, capim considerado inadequado para a alimentação de equinos, por ser tóxica a eles. O cavalo também apresenta machucados na pele, provenientes da exposição demasiada aos raios solares.

É possível ver os ossos do cavalo por causa da magreza crônica

O cavalo aparenta estar anêmico e desidratado. É possível ver os ossos das costelas e bacia do animal, em decorrência da magreza crônica do bicho.

Ele foi encaminhado para o CCZ, onde será submetido à avaliação clínica. O proprietário do animal possivelmente perderá a guarda do cavalo, que será disponibilizado para adoção assim que seu quadro clínico melhorar.
PM e CCZ estiveram na casa do proprietário do cavalo

A PM esteve na residência de Aparecido, logo após constatar os maus tratos ao cavalo, mas o homem não estava em casa.

Caso testemunhe algum caso de maus tratos a animais, ligue para o CCZ nos telefones (16) 3392-4974 e (16) 9707-0873 ou para a PM no 190. A Gazeta de Américo também está à disposição para receber denúncias nos números (16)3392-5787 e (16)9763-7694. A identidade das pessoas que denunciarem será mantida em sigilo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Égua é "salva" no Bela Vista

Animal era obrigado a puxar carroça mesmo mancando de uma pata

Por Alfredo Henrique
Fotos: Francisco Lourenço

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Américo Brasiliense, com apoio da Polícia Militar, apreendeu uma égua com suspeita de maus tratos, por volta das 16h20 desta segunda-feira, dia 24, no cruzamento da rua Benedito Storani com a avenida Perpétuo Socorro, no Bela Vista.

Valmir Lupo, do CCZ, informou que moradores denunciaram o carroceiro Olerino de Souza , 55 anos, o “Paraná”, o qual conduzia uma carroça com 120 quilos de entulho, puxada pela égua Princesa – que mancava com a pata direita dianteira.

Nossa reportagem acompanhou o momento em que desatrelaram Princesa da carroça. O animal mostrou dificuldade em levantar a pata machucada, mancando enquanto foi conduzida ao CCZ. “É só forçar que ela pára de mancar”, disse Paraná, visualmente alcoolizado.

O carroceiro informou que está com a égua há cinco meses e que, antes dela, teve um cavalo – o qual morreu em três meses. Princesa é alimentada somente uma vez por dia e trabalha, segundo Paraná, seis horas diárias.

O animal foi encaminhado para o CCZ, onde será submetido à uma avaliação clínica. O carroceiro pode ser indiciado por maus tratos.

Outro caso

No dia 20 de novembro de 2010, um cavalo foi abandonado na avenida Araraquara, no bairro Vista Alegre, em Américo. O animal teria sido deixado por dois homens de Araraquara, depois de o animal não resistir ao excessivo de esforço físico e a maus tratos.

À época, a Prefeitura, a Associação Ameriliense Protetora dos Animais (AAPA) e moradores da região, tentaram ajudar o cavalo, que não resistiu e morreu no final da manhã.



domingo, 21 de novembro de 2010

Internauta critica profissionalismo de veterinária

A reportagem com o título - “Sofrimento de um cavalo abandonado comove moradores do Vista Alegre” -, em Américo Brasiliense, foi vista várias vezes até a manhã deste domingo, dia 21. Uma dessas pessoas, a leitora Dânia, deixou um depoimento nesta página criticando o profissionalismo da veterinária, contratada pelo Departamento Municipal de Meio Ambiente, para tratar o animal. Confira abaixo a reclamação da internauta.

Depoimento
“Na verdade a veterinária contratada não realizou nenhum procedimento de cuidados ao cavalo, apenas chegou e se preocupou em descobrir o dono do cavalo (que no momento não era o que interessava para todos nós presentes). Pediu uma luva para tocar no animal, mas com toda falta de profissionalismo o segundo veterinário contratado chegou e imediatamente o medicou e passou todos os cuidados a serem tomados sem medir esforços.

Ficamos a todo o momento na expectativa de que o cavalo se reerguesse, inclusive eu (Dânia) juntamente com meu marido Douglas e minha mãe Silvia Sellani pretendíamos adotá-lo e fazer todo o possível para o bem do animal. A veterinária não nos deu atenção na manhã em que o cavalo morreu e simplesmente deixou de atender os telefonemas do pessoal do zoonose.

O segundo veterinário passou as recomendações por telefone, mas também não compareceu mais no local. Com certeza demos todo o carinho do mundo e em nenhum momento o deixamos ali sozinho. Mas o pessoal da prefeitura deixou a desejar. Se não fossemos por nós ali e os moradores comovidos e preocupados com a saúde do animal... não posso imaginar o que teria acontecido a ele se esperassem a iniciativa de profissionais.

Estamos todos muito tristes, mas fizemos de tudo! O bichinho foi judiado de maneira que as pessoas que fizeram isso com ele vão sentir muito pior. A justiça há de ser feita porque o que escapa aos olhos humanos, não passam desapercebidos aos olhos de Deus!!! Obrigada pela atenção.”

Dânia Karina Sellani Chiquito – leitora/internauta

sábado, 20 de novembro de 2010

Sofrimento de um cavalo abandonado comove moradores do Vista Alegre

Apesar de ajudas da população, Prefeitura e AAPA, o animal não resistiu aos maus tratos

Por Francisco Lourenço/Redação

O sofrimento de um cavalo abandonado, na tarde desta sexta-feira, dia 19, no bairro Vista Alegre, em Américo Brasiliense, causou sentimentos de dó e indignação aos moradores do bairro e a quem passavam pela avenida Araraquara. Segundo informações de testemunhas, o animal pertencia a dois homens da cidade vizinha, Araraquara, que o deixaram caído na rua depois de não resistir ao excessivo esforço físico e maus tratos.


O cavalo morreu cerca de 2h após ser feita essa foto

Comovidos com a situação, a população do bairro passou a oferecer cuidados ao animal e avisou ao Departamento de Água, Esgoto e Meio Ambiente (DAEMA), da Prefeitura Municipal, que contratou dois veterinários para tratá-lo. “Assim que recebemos a informação do sofrimento desse cavalo não medimos esforços para ajudá-lo. Ele tomou quatro litros de soro e, com a ajuda da população, estamos tentando evitar a dor dele”, ressaltou Valmir Pereira Lupe, do DAEMA.
O cavalo morreu cerca de 2h após ser feita essa foto

Mas, apesar do envolvimento dos moradores, da Prefeitura e da Associação Ameriliense Protetora dos Animais (AAPA), o cavalo não resistiu e morreu no final da manhã de hoje. Vizinhos de onde o cavalo estava caído montaram uma barraca para evitar que o sol forte debilitasse-o ainda mais, mas a boa atitude foi em vão. Valeu o empenho de todos na tentativa de salvar a vida de um animal indefeso.


O cavalo morreu cerca de 2h após ser feita essa foto