
Foto: Moisés Schini /Araraquara.com
Os mototaxistas e motofrentistas de Araraquara estão criando uma Associação para fortalecer a categoria, ter melhores condições de trabalho e engrossar o coro que pede a ampliação do prazo para adequação dos trabalhadores as leis federais.
A Lei Federal pede alguns itens como placa vermelha, curso de formação, seguro de vida, carrinho para motofretistas e outros itens. Os trabalhadores da categoria têm até o dia 5 de agosto deste ano para se adequarem à nova legislação que regulamenta a profissão.
A comissão, junto ao vereador Fernando Cesar Câmara (PV), o Galo, entrará, nesta segunda-feira, com uma liminar de adequação a nova lei, que amplia o prazo de regularização em 120 dias. "Os próprios municípios não estão preparados para fiscalizar essas mudanças, assim como os mototaxistas não tem condições de se adequar em curto prazo. A placa vermelha para motos está em falta, não há cursos para essa área e quem trabalha com moto frete não tem condições de pagar R$ 4 mil em um carrinho para colocar ao lado como a lei pede. Não somos contra essa regularização, mas queremos um prazo de pelo menos 120 dias para a implantação dessas mudanças", ressalta.
Câmara ainda ressalta sobre a importância de se criar uma associação para trazer mais benefícios a categoria e ter uma representação na sociedade. Atualmente, a cidade conta com 600 motoqueiros, que trabalham tanto com moto taxi como moto frete.
O vereador defende ainda que os trabalhadores dessa categoria sofrem muito com o preconceito, algo que precisa acabar. "Os mototaxistas sofrem com o preconceito desde o seu inicio na cidade, em 1997, quando muitos davam entrevista de capacete para não ser identificados. Hoje, eles são os que menos se envolvem em acidentes e mesmo assim ainda são mal vistos por alguns que ligam o uso de capacete a coisas ruins", explica.
As diferenças do crescimento desse setor foi sentida ao longo desses 13 anos. Edmur Marcos, 45 anos, foi um dos primeiros mototaxistas da cidade e conta que no inicio o número de motoqueiros não passava de trinta, hoje já ultrapassa os 600. "Há 13 anos haviam poucos mototaxistas, hoje temos muitos e por isso precisa ser regulamentado. Porém, o que queremos é mais tempo para nos adequar a todas essas exigências e ter algum tipo de ajuda do governo municipal, já que os custos são muito altos", explica Marcos.
A Comissão que irá formar a associação e pedir a ampliação do prazo foi formada na manhã de ontem, em frente o gigantão, onde cerca de 40 motoqueiros compareceram ao encontro e realizaram uma passeata pela Avenida Bento de Abreu e ruas centrais da cidade, carrendo uma faixa que dizia: Mototaxi, motofrete é legal.