Este é o segundo caso fatal com gestante ocorrido em duas semanas na cidade
Por Alfredo Henrique
Uma mulher, grávida de sete meses, morreu no Hospital Municipal “José Nigro Neto”, por volta das 9h desta segunda-feira, dia 14, em Américo Brasiliense. Uma cesariana foi realizada em Sandra Aparecida Cristhóvão, 35 anos, e a criança que ela esperava, uma menina, foi encaminhada para a Santa Casa de Araraquara com vida.
Segundo a dona de casa Ana Cláudia Casa Grande, 33 anos, amiga da vítima, as duas se encontraram no hospital por volta das 7h15. Elas conversaram e teriam combinado de comerem juntas depois dos exames que ambas fariam. “Ela (vítima) conversou bastante e brincou, não parecia estar mal.”
As duas mediram a pressão e, ainda segundo Ana, a de Sandra foi registrada em 14 por 9. Depois, Ana se sentou afastada de Sandra e, após alguns minutos, cerca de quatro enfermeiras rodearam a vítima. “Chegaram as enfermeiras que a levaram (Sandra) às pressas para a emergência.”
Uma mulher, não identificada, avisou Ana de que Sandra estava morta. “As enfermeiras não falaram para mim, porque ficaram com medo de eu passar mal, por também estar grávida.”
Família
O pai da vítima, Carlos Britto Crishtóvão, 65 anos, informou que a filha reclamava do mal atendimento do hospital. “Ela dizia que demorava para ser atendida e que, em alguns casos, o médico faltava e não tinha exame por isso.”
Este seria o segundo ultrassom que Sandra faria. “No primeiro (ultrassom) tanto a criança como minha filha estavam bem”, afirmou Carlos.
Prefeitura
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Américo informou em nota que Sandra morreu de parada cardiorrespiratória e era acompanhada pelo Ambulatório de Gestação de Alto Risco de Araraquara. “Ela tinha problemas cardíacos”, diz trecho da nota.
A criança foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, em Araraquara.
Outro caso
No dia 31 de janeiro deste ano, Eni Skolute Moreira, 32 anos, morreu na Santa Casa de Araraquara, após ser atendida no Hospital Municipal de Américo.
A família da vítima acusa o hospital de Américo de negligência, em decorrência da demora no atendimento à mulher, que estava grávida de 36 semanas. O bebê que ela esperava, uma menina, também morreu.