Cães abandonados são tratados com respeito no CCZ de Américo Brasiliense
Por Francisco Lourenço
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), de Américo Brasiliense, finaliza um censo que revela a população animal da cidade. Segundo levantamento do órgão, atualmente a “Cidade Doçura” tem cerca de seis mil cães, sendo que 10% deste total representam o número de gatos existentes. Ainda de acordo com estatística do CCZ, a cidade de Américo tem em média trezentos animais abandonados por donos que, por vários motivos, resolveram se livrar do bichinho que, antes, era considerado de estimação.
A sujeira que o cachorro faz no quintal, o barulho do latido à noite, falta de tempo para cuidar do cão, os gastos com medicamentos – quando o animal está doente – são algumas desculpas para abandonar o “melhor amigo”. Diante desse descaso e falta de sensibilidade, a Associação Ameriliense Protetora dos Animais (AAPA), coordenada pela voluntária Zélia Gracindo, acolhe esses bichos e oferece tratamento veterinário, carinho especial e respeito, com apoio de funcionários do CCZ.
“Cuidamos aqui de bichinhos que são abandonados, doentes, atropelados na rua e oferecemos o tratamento que eles merecem. Eles não têm culpa dos donos que ganharam. Infelizmente, tem pessoas que não querem ter trabalho algum com o animal e abandona-o quando ele cresce”, explica Zélia.
A voluntária dedica a maior parte de seu tempo ao cuidado com os animais. Todos os dias ela está no Centro de Controle de Zoonoses para alimentar os quase cem cachorros acolhidos. Mas para desempenhar seu trabalho, Zélia conta com a parceria importante de Valmir Lupe, do Departamento de Meio Ambiente. “Não medimos esforços para salvar a vida de um bichinho em sofrimento. Independentemente do horário, dia ou noite, a gente faz recolhimento do animal”, ressalta Lupe.
A veterinária Carolina destaca que, quando o CCZ resolve o problema de um animal, consequentemente está resolvendo também um problema da população. Ela explica ainda que os cães abrigados no Zoonoses recebem uma alimentação balanceada. “A ração deles tem 23% de proteína. Eles se alimentam bem, passam por tratamento veterinário e, antes de ficarem disponíveis para adoção, ganham um chip (dispositivo que grava informações do animal, como por exemplo, localização da pessoa que o adotou).
Caso queira adotar um cãozinho, entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone (16)3392.4974.