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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mulher grávida morre em hospital de Américo

Este é o segundo caso fatal com gestante ocorrido em duas semanas na cidade

Por Alfredo Henrique

Uma mulher, grávida de sete meses, morreu no Hospital Municipal “José Nigro Neto”, por volta das 9h desta segunda-feira, dia 14, em Américo Brasiliense. Uma cesariana foi realizada em Sandra Aparecida Cristhóvão, 35 anos, e a criança que ela esperava, uma menina, foi encaminhada para a Santa Casa de Araraquara com vida.

Segundo a dona de casa Ana Cláudia Casa Grande, 33 anos, amiga da vítima, as duas se encontraram no hospital por volta das 7h15. Elas conversaram e teriam combinado de comerem juntas depois dos exames que ambas fariam. “Ela (vítima) conversou bastante e brincou, não parecia estar mal.”

As duas mediram a pressão e, ainda segundo Ana, a de Sandra foi registrada em 14 por 9. Depois, Ana se sentou afastada de Sandra e, após alguns minutos, cerca de quatro enfermeiras rodearam a vítima. “Chegaram as enfermeiras que a levaram (Sandra) às pressas para a emergência.”
Uma mulher, não identificada, avisou Ana de que Sandra estava morta. “As enfermeiras não falaram para mim, porque ficaram com medo de eu passar mal, por também estar grávida.”

Família
O pai da vítima, Carlos Britto Crishtóvão, 65 anos, informou que a filha reclamava do mal atendimento do hospital. “Ela dizia que demorava para ser atendida e que, em alguns casos, o médico faltava e não tinha exame por isso.”
Este seria o segundo ultrassom que Sandra faria. “No primeiro (ultrassom) tanto a criança como minha filha estavam bem”, afirmou Carlos.

Prefeitura
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Américo informou em nota que Sandra morreu de parada cardiorrespiratória e era acompanhada pelo Ambulatório de Gestação de Alto Risco de Araraquara. “Ela tinha problemas cardíacos”, diz trecho da nota.
A criança foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, em Araraquara.

Outro caso
No dia 31 de janeiro deste ano, Eni Skolute Moreira, 32 anos, morreu na Santa Casa de Araraquara, após ser atendida no Hospital Municipal de Américo.

A família da vítima acusa o hospital de Américo de negligência, em decorrência da demora no atendimento à mulher, que estava grávida de 36 semanas. O bebê que ela esperava, uma menina, também morreu.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Grávida de Américo teria sofrido queda três dias antes de ser atendida no hospital

Apesar do acidente ela não foi encaminhada para o hospital; o bebê que esperava também morreu

Por Alfredo Henrique

A família de Eni Skolute Moreira, 32 anos – que morreu às 0h30 desta segunda-feira, dia 31 – acusa o Hospital Municipal de Américo Brasiliense de negligência, em decorrência da demora no atendimento à mulher, grávida de 36 semanas. O bebê que Eni esperava, uma menina, também morreu. Segundo a Gazeta de Américo apurou, Eni teria sofrido uma queda três dias antes de procurar atendimento médico no ProntoAtendimento da cidade.

Ela não foi encaminhada para o hospital depois disso. Uma pessoa, que pediu para não ter o nome divulgado por questões de segurança, informou que familiares de Eni contaram que só chamaram a ambulância depois que a vítima passou mal. “Eles ligaram para a ambulância depois que a barriga dela endureceu e quando ela começou a sentir dores, no final da tarde de domingo.”

Uma enfermeira, de acordo com Adriana Aparecida do Prado, 34 anos, amiga de Eni, demorou cerca de 15 minutos para colocar a vítima dentro da ambulância e para fechar a porta traseira do veículo. “Veio um motorista e uma enfermeira. A porta da ambulância tava quebrada e demorou para fecharem e a levarem (Eni) para o hospital.”

No hospital da cidade, demorou cerca de quatro horas para que a vítima fosse atendida, consultada e encaminhada às pressas para a Santa Casa de Araraquara. A certidão de óbito dela diz que Eni morreu de choque hipovolêmico (quando o coração fica incapaz de fornecer sangue suficiente para o corpo) e de aneurisma aorta abdominal rota (dilatação arterial localizada que pode ser confirmada por ultrassom. 90% dos casos, caso o aneurisma se rompa, são fatais).

Por telefone, o médico pediatra Vitor Lourenço de Almeida, de Araraquara, informou que só é possível atribuir a morte da mãe e da criança à queda na escada mediante autópsia. Porém ele disse que se a queda foi “feia” é possível que tenha proporcionado a morte de mãe e bebê. “Não posso afirmar. Mas se a mulher caiu e bateu com força próximo à barriga isso pode ter possibilitado a morte dela e da criança.”