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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vereadores aprovam 13 cadeiras na Câmara de Américo Brasiliense

Ainda terá uma segunda votação, mas a Cidade Doçura deve ter mesmo mais quatro parlamentares a partir de 2013

Por Francisco Lourenço

Como antecipou o jornal Gazeta de Américo na edição impressa deste sábado, dia 3, a cidade de Américo Brasiliense deve passar de 09 para 13 vereadores em 2012. Na sessão ordinária desta segunda-feira, dia 5, os parlamentares aprovaram em primeira votação, por unanimidade, o número máximo de cadeiras permitido por lei para a Cidade Doçura – hoje são 09 e pode aumentar para 11 ou 13. Como nenhum vereador se manifestou contrário a esse aumento, a matéria deve passar sem questionamentos na sessão do próximo dia 19.

Segundo ressaltou a vereadora Marly Pavão, de 1988 a 2004 o Legislativo de Américo trabalhou com 13 vereadores. “Estamos apenas voltando ao que era antes, como nos permite a lei”, justificou o presidente da Casa, Cidão da Fonteri. A Gazeta de Américo é contra esse aumento. Pois para comportar mais quatro vereadores e, possivelmente, mais quatro assessores, a Câmara vai ser reformada e salas serão construídas na parte superior do atual prédio. Mais dinheiro público que poderia ser economizado. Acompanhe abaixo Editorial publicado na edição impressa de sábado passado.

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EDITORIAL
Américo não precisa de mais vereadores

Na edição passada, do dia 27 de agosto, publicamos um artigo de opinião – “Não precisamos de mais vereadores” – de autoria do escritor Luiz Carlos Amorim, que vai de encontro ao que pensa a maioria dos eleitores em nosso país. Em determinada parte de seu texto Amorim cita que “quanto mais político mais corrupção.”

A realidade não deveria ser essa, mas temos que concordar com o escritor, afinal sabemos que a corrupção no meio político existe desde sempre, mas é claro que tem aqueles governantes – poucos – que conseguem se manter distantes desse poço de lama, embora estejam sempre às margens dele. Os frequentes fatos divulgados pela mídia, como a absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN/DF), – flagrada recebendo dinheiro proveniente da corrupção em 2006 – afastam ainda mais o cidadão honesto da política partidária.

O problema é que ela foi julgada pelos colegas de plenário. É por esse e muitos outros casos que não concordamos com a tese de que quanto mais político mais representatividade, como alguns defendem. Na prática essa teoria não funciona. Não precisamos de mais políticos. Precisamos mesmo de políticos que trabalhem, atuantes, preocupados em melhorar a qualidade de vida de uma população, daqueles que lhes confiaram o voto para ser bem representados, mas infelizmente não é isso que vem ocorrendo. Entendemos que Américo Brasiliense também não precisa de mais vereadores.

Hoje a cidade tem nove parlamentares e, nas próximas duas sessões, a Câmara Municipal deve aprovar 11 ou 13 cadeiras, como tem o direito legal, mas nem tudo que é legal é moral. Alguns dizem que mais dois ou quatro vereadores não geram mais custos para a Câmara. Isso não é verdade, pois o município não tem dois cofres. Com eles virão mais gastos com salários, viagens, papéis, além de mais quatro assessores parlamentares. Isso sem falar que o atual prédio da Câmara não comporta mais gente. Atualmente dois vereadores dividem um apertado gabinete. Então, caro leitor.

Caso você não seja a favor de mais vereadores em Américo Brasiliense, participe das duas próximas sessões (05 e 19/09), a partir das 17h30, e cobre uma atitude do seu vereador, para que ele vote contra nesse projeto.

domingo, 29 de maio de 2011

EDITORIAL - Quando a imprensa leva a culpa

O vereador Aparecido Cristiano dos Santos (DEM), o “Cidão da Fonteri”, de Américo Brasiliense, está tentando achar um culpado para justificar a insatisfação do povo ameriliense diante da contratação do diretor de gabinete da presidência da Câmara. Na última terça-feira, dia 24, ele convocou uma coletiva de imprensa para esclarecer os motivos dessa contratação, mas suas explicações não convenceram os repórteres.

Então, ele resolveu atacar alguns órgãos de imprensa. No mesmo dia da coletiva, um pouco depois, Cidão concedeu entrevista para uma emissora de TV de Araraquara e revelou ter sido vítima do editorial publicado por este Jornal. Em outro momento de sua fala, sem citar o nome da Gazeta, ele disse que o jornal foi antiético, porque não tinha entrado em contato com ele antes de divulgar a denúncia da contratação de seu diretor.

Mas o repórter deste Jornal já havia explicado para o presidente da Câmara que, em texto opinativo, “não existe a necessidade de contatar ninguém”, diferentemente do que acontece em reportagens. Quem acompanha nosso jornal, sabe que sempre ouvimos todas as partes envolvidas na história antes de publicá-la.

Nesse editorial, a Gazeta de Américo expressou sua opinião a respeito de um fato que não concorda, assim como pode e deve fazer qualquer cidadão. A direção do jornal já tinha a informação precisa, inclusive com valores, da contratação. A necessidade de ligar para alguns vereadores era apenas para confirmar se esses parlamentares tinham sido informados ou não da contratação feita pelo presidente da Casa de Leis, o que não aconteceu.

Na última quinta-feira, dia 26, em entrevista para uma emissora de rádio, de Araraquara, o vereador tentou desqualificar a repórter de um jornal da cidade, com abrangência regional. Que feio presidente! Porque ao invés de tentar achar culpados, o senhor não usa o espaço que está tendo nos meios de comunicação para convencer o povo de Américo da sua necessidade para manter dois auxiliares em seu gabinete? Pois essa história de que o diretor vai atender a população enquanto o senhor viaja em busca de recursos não colou.

Afinal, essa foi umas das funções que o senhor delegou ao seu assessor parlamentar – que entrou na Câmara no ano passado - em entrevista para a Gazeta de Américo em 2010. Caso queira, este Jornal abre espaço para o vereador esclarecer aos seus eleitores a real função de cada um de seus auxiliares. Assim, quem sabe o senhor não convence o povo de Américo, que está revoltado com essa contratação?

sábado, 21 de maio de 2011

EDITORIAL - Presidente da Câmara de Américo peca na transparência

Na semana passada o presidente da Câmara de Américo Brasiliense, vereador Cidão da Fonteri, contratou por um salário nada modesto, mais um auxiliar. Agora são dois funcionários, pagos com o dinheiro público, para colaborar diariamente com as obrigações políticas de Cidão. Um deles, Pingo D’agua, é assessor parlamentar desde o ano passado. Agora, Ricardo Oliveira, ex-técnico de futebol, assume o cargo de “diretor de gabinete da presidência”, na Casa de Leis.

Mas, o que mais causa espanto, não é nem o fato de saber que o cargo de vereador, em Américo Brasiliense, é tão cansativo ao ponto desse representante do povo precisar ter dois assessores. O mais intrigante é o total de vencimentos desse diretor, que vai receber todo mês R$ 3.043 de salário, mais 35% sobre esse valor, além de R$ 425,00 de tíquete alimentação.

No final das contas, somando tudo isso, esse funcionário vai receber dos cofres públicos R$ 4.533,03 mensalmente. Ainda sem a obrigação de bater cartão, de cumprir hora. E quem paga tudo isso? Você leitor, contribuinte desvalorizado, num país em que milhares de famílias vivem com um mísero salário mínimo, sendo obrigado a bater cartão e trabalhar pelo menos oito horas por dia.
Além disso, qual foi o critério utilizado pelo presidente para contratar seu diretor de gabinete? Afinal, os vencimentos desse profissional superam o salário de vereador que, em Américo, chega aos R$ 3.600,00.

Mas, diante disso, parece que o que menos preocupa é dinheiro na Câmara de Américo. Pois o vereador presidente, sequer, pensou na opinião de seus eleitores. Nem mesmo quis saber o que pensava a maioria de seus colegas de plenário. Pois, segundo esse jornal apurou, a maioria dos vereadores nem sabia dessa contratação, sendo esses parlamentares contrários a decisão do líder da Casa.

Vereador, cadê a transparência de governo que o senhor tanto ressaltou para a Gazeta de Américo durante entrevista, dias antes de ser eleito presidente da Câmara? Será que não seria mais prudente conversar com seus colegas antes de contratar esse diretor de gabinete? Afinal, a Câmara de Américo é composta por nove vereadores, eleitos pelo povo, para decidirem juntos o melhor para o município.

“O estímulo à transparência pública é um dos objetivos essenciais da moderna Administração Pública. A ampliação da divulgação das ações governamentais a milhões de brasileiros, além de contribuir para o fortalecimento da democracia, prestigia e desenvolve as noções de cidadania.”

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

EDITORIAL - Começa o ano político

O ano para a política de Américo Brasiliense começou, oficialmente, nesta segunda-feira, dia 7, com a primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores do município. A sessão foi pautada pela apresentação de melhorias nas áreas do esporte, transporte e trânsito e saúde.

O tema mais discutido na plenária entre os vereadores foi a morte de uma mulher grávida e do bebê que esperava, uma menina, ocorridos (os óbitos) no último dia 31. Os vereadores deixaram claro que fizeram sua parte - ajudando no velório e enterro das vítimas - assessorando juridicamente os familiares que perderam seus entes queridos.

Os representantes do Legislativo também informaram que a Polícia Civil de Américo iniciou a investigação para apurar as causas que levaram à morte das duas. Para que as respostas cheguem, portanto, é necessário tempo - que passa, querendo ou não.

Com o início dos trabalhos da Casa de Leis da cidade, a população pode acompanhar, pela internet ou rádio, as propostas e discussões de seus representantes políticos - em tempo real. Não basta reclamar nos bares ou na rua que nada presta e todos estão errados. É necessário embasamento para formular questões - e não apenas papagaiar frases prontas e seculares que nunca mudaram as coisas por este mundo.

Os trabalhos começaram no Legislativo, mas a vida não pára. Fiquemos de olho nas ações de nossos representantes, para termos propriedade em admitir o que está certo e cobrar o que está errado.

sábado, 29 de janeiro de 2011

EDITORIAL - A estupidez de quem sabe

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, redigida e divulgada pela Unesco, prevê o tratamento digno e respeitoso à toda e qualquer espécie animal – doméstica e selvagem. Além da Unesco, o código penal também pune por maus tratos pessoas que são inaptas a conviver e cuidar de um bicho. Porém, as punições são brandas, impedindo que os criminosos se sintam ameaçados – geralmente possibilitando que continuem covardemente a explorar criaturas inocentes e que, basicamente, precisam de comida, água e carinho.

Em Américo, por volta das 16h20 desta segunda-feira, dia 24, o carroceiro Olerino de Souza, 55 anos, o “Paraná”, protagonizou mais um caso de maus tratos a animais no município. Ele obrigava a égua Princesa – que está com uma fratura crônica na pata dianteira direita – a puxar uma carroça carregada de entulho – mesmo com o animal visivelmente mancando em decorrência da dor provocada pela lesão (proveniente de excessivo esforço, promovido pela falta de respeito de Paraná a uma vida).

A Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade. Policiais encaminharam o carroceiro à delegacia, onde ele foi indiciado por maus tratos e em seguida liberado. Paraná, segundo apuração da Gazeta de Américo, já foi indiciado por agredir sua esposa em 2010. O crime ocorreu porque sua mulher tentou impedir que Paraná continuasse a agredir um cavalo com chicotadas. O carroceiro estava bêbado na ocasião, da mesma forma que no dia em que Princesa foi salva.

A égua foi encaminhada para o CCZ e ganhou um espaço exclusivo para pastar e se recuperar da lesão na articulação. Na Declaração citada no início deste editorial, há dois trechos os quais dizem que “todos os animais têm o direito ao respeito e à proteção do homem” e “nenhum animal deve ser maltratado.”

No papel tudo é muito bonito, porém é necessário que as pessoas se conscientizem e assumam que existem indivíduos ruins e os denunciem para que um dia os animais não sejam explorados por motivos banais.